Conquistas - Desenvolvimento

Nas últimas décadas era comum se lamentar pelo esvaziamento político e econômico do Rio de Janeiro. Durante anos se falou na deterioração da capital no abandono do interior, de onde fugiam não só empresários, mas até seus habitantes. Desde 2007, porém, esse discurso ficou onde tem que estar: no passado.

Não se consegue crescimento econômico sem incentivos, boa gestão pública e políticas de atração de investimentos no setor produtivo. E não adianta atrair investimentos sem oferecer mão-de-obra qualificada e mercado consumidor atraente. Ou seja: é um ciclo inteiro de desenvolvimento que havia se rompido no Rio. Sem saber como reagir, autoridades lançavam mão de políticas pontuais para tentar evitar a falência do estado, sem resultado.

Não existe política pública isolada e, desde 2007, o estado entende que, para crescer e se desenvolver, é necessário fazer parcerias. Com outras instâncias da federação, mas também com iniciativa privada e sociedade civil organizada.

Comperj, Porto do Açu, Arco Metropolitano, Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) são apenas alguns dos exemplos de como o Rio voltou a ser referência para o setor produtivo. Bilhões de reais estão sendo injetados no estado e, com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a perspectiva é só de crescimento. Em pouquíssimo tempo, e com as políticas certas, o estado começou a receber investimentos nas mais diversas áreas e a crescer novamente.

Para suprir essa demanda, que agora chega com força total, o Rio de Janeiro está se estruturando para ter profissionais qualificados, o que significa também um salto em Educação e empregabilidade. Recentemente a Universidade do Norte Fluminense (Uenf) foi classificada como a melhor universidade estadual do país. Fora da capital, no interior, ela se firma como um polo de excelência, em dobradinha com a veterana Uerj. Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) foram construídos em praticamente todos os municípios oferecendo cursos profissionalizantes gratuitos e a Faperj, que antes tinha um papel tímido no fomento à pesquisa, hoje financia projetos de inovação tecnológica em todo o estado, com mais de R$ 1 bilhão investido entre 2007 e 2010.

Desenvolvimento. A palavra é ampla, genérica, com diversas explicações. No Rio, ela se traduz em trabalho, eficiência e qualidade de vida.