Conquistas - Econômicas

Até há bem pouco tempo, Investment Grade era um termo restrito aos círculos de economistas e investidores do mercado financeiro. Usado como referência para definir empresas e países com bom potencial de investimento, jamais tinha sido empregado para um estado brasileiro. Até março de 2010.
Naquele mês, pela primeira vez, uma agência de classificação de risco, a Standard and Poors (S&P), mencionou uma unidade da federação. O Rio recebia o grau de investimento, algo impensável até então num estado marcado pelo endividamento crônico e o esvaziamento econômico de décadas.
Recuperar a imagem positiva junto aos investidores não foi fácil. Entre 2007 e 2010 a principal preocupação administrativa do estado foi desenvolver um novo modelo de gestão de recursos, a “Casa Arrumada”, como foi apelidada. Gestores profissionais e com experiência foram contratados através de concurso, compras e licitações passaram por uma inteira reformulação com a adoção de métodos modernos e transparentes como o pregão eletrônico. Medidas simples, mas com excelente resultado.

E deu certo. Em pouco tempo o estado passou a ser novamente visto como um lugar atrativo. Empresários e investidores puderam ter confiança na elaboração de seus projetos pois tinham certeza do retorno. E não apenas financeiro, mas de transparência, respeito às regras e, sobretudo, de lisura do processo.
Desde então, o estado não parou mais e o reflexo na arrecadação foi imediato. Apenas para efeito de comparação, a receita bruta total passou de R$ 34,1 bilhões em 2006 para R$ 53,6 bilhões em 2010.
Números, no entanto, são frios demais para demonstrar até mesmo uma conquista econômica, porque o que está por trás de cifras é muito mais significativo para o cidadão. Para os 12 milhões de fluminenses significa mais emprego, desenvolvimento, distribuição de renda e redução da miséria. É um Rio mais justo e feliz.
