Um Rio de oportunidadespor Paulo Senise

Um Rio de oportunidades
A cidade ainda vibra com os acordes das guitarras que ecoaram em mais uma edição do Rock in Rio, evento maduro que consolidou nossa posição de palco dos maiores espetáculos do mundo. O evento é apenas um de uma série que aporta na Cidade Maravilhosa. Somente entre aqueles capitaneados pelo Rio Convention & Visitors Bureau, é possível apontar crescimento de 20% na demanda de 2011 em relação a 2010. Isso porque vivemos um momento de renovação de esperanças, que se reflete em todos os setores.

Nossa economia cresce, e as oportunidades de empregos aumentam, como foi constatado recentemente na revista The Economist. A reportagem diz que "pela primeira vez em décadas a Cidade Maravilhosa torna-se atraente para os negócios", resultado dos investimentos na urbanização, no policiamento e em infraestrutura para os eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O cenário fica ainda mais animador porque notícias dão conta de que a capital fluminense passou a ser a unidade da federação que mais receberá recursos nacionais e estrangeiros nos próximos anos, não somente por causa da agenda recheada, mas principalmente pelo petróleo na camada do pré-sal. 

E para que o Rio chegasse a esse atual momento, que recuperou a alegria e o orgulho do carioca, os governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada viram a importância de atuarem juntos. A cidade sofreu com meio século de declínio, depois que a capital federal foi transferida em 1960. A falta de sintonia entre o poder público provocou um desgoverno, que resultou em um poder paralelo dentro de comunidades do município. Mas isso é passado e, somente em 2010, o  Rio  recebeu US$ 7,3 bilhões em investimentos estrangeiros, sete vezes mais do que em 2009 e mais do que o dobro de São Paulo.

Esses recursos não chegaram apenas pela sua natureza exuberante, que sempre existiu, mas porque os investidores compreenderam a seriedade com que governo e iniciativa privada lidam com o "produto" Rio. E este momento produz oportunidades para a atualização da oferta de equipamentos e expansão da infraestrutura. O compromisso com o Comitê Olímpico Internacional, no que tange à hotelaria, por exemplo, estará cumprido antes do prazo, e a cidade terá mais 12 mil quartos para os eventos que nos esperam.

E esse ambiente positivo não atrai apenas turistas e eventos culturais e esportivos. A atual fase da cidade abre espaço para o crescimento de um setor que também provoca grande repercussão na economia: o turismo de negócios. Responsável por promover eventos e congressos que trazem um público de bom nível econômico e formador de opinião, esse setor beneficia não somente serviços turísticos tradicionais como o transporte, hospedagem, alimentação, mas também os de uso de equipamentos tecnológicos e aluguel de salões para eventos e feiras, entre outros. O crescimento é tal que já podemos comemorar: a cidade está se tornando uma referência nessa área. Não à toa, o Riocentro, maior centro de convenções da América Latina, vive com a agenda lotada.

Temos as grandes ondas da economia para o surfe turístico de todas as atividades. E dificilmente outra cidade do mundo terá um calendário de eventos como o do Rio neste momento. Que venham os turistas. Estamos prontos para recebê-los com o profissionalismo e a alegria de sempre. É uma honra e um privilégio estar vivendo na Cidade Maravilhosa estes momentos de consolidação de uma grande terra.